A Fosfoetanolamina é uma solução?

domingo, 24 de abril de 2016


                                                    FOSFOETANOLAMINA

 
        Recentemente a mídia começou a trabalhar um caso que é um divisor de ideias. O uso de um medicamento elaborado por um professor de química da USP ( Universidade de São Paulo) Gilberto Chierice, mais conhecida como pílula contra o câncer, a fosfoetanolamina sintética. Dessa maneira, o seu uso trouxe melhoras no tratamento de diversas neoplasias. Sem aprovação dos órgãos competentes como a ANVISA, a fosfoetanolamina é alvo das mais variadas criticas.
       Primeiramente é importante saber que, a fosfoetanolamina é fabricada pelo próprio organismo, na tentativa de eliminar células com defeito a fosfoetanolamina ao entrar na célula faz com que a mitocôndria da célula defeituosa comece a funcionar e sendo assim, a célula é identificada pelo sistema imunológico que a destroi. Nesse contexto, foi elaborado a fosfoetanolamina sintética na tentativa de aumentar as concentrações dessa substancia em pessoas com câncer.
          Por mais de 20 anos, o cientista Gilberto Chierice produziu e disponibilizou ao público a pílula contra o câncer, e recentemente por se tornar conhecido nacionalmente o orgão de vigilância sanitário ANVISA (Agencia de Vigilância Nacional) fechou o laboratório e impediu que continuada a produção da droga. Dessa maneira, surgiram os protestos das pessoas que eram usuárias da fosfoetanolamina e também das pessoas que eram a favor do uso das drogas. Isso fez com que a presidente da república em sanção da lei número 13.269, de 13 de abril de 2016, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (14). O artigo 1º destaca que “esta Lei autoriza o uso da substância fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna”.
           O artigo 2º ressalta, porém, que só “poderão fazer uso da fosfoetanolamina sintética, por livre escolha”, os pacientes que apresentarem “laudo médico que comprove o diagnóstico” e “assinatura de termo de consentimento e responsabilidade pelo paciente ou seu representante legal”.
         Existem também uma corrente teórica, que argumenta sobre a industria farmacêutica, onde, por não lucrar milhões no fármaco estaria dificultando a liberação do uso da droga. E sendo assim, recentemente a ANVISA liberou o uso de um fármaco recente que possui a fosfoetanolamina em sua composição, o que difere é apenas o laboratório que produz e o nome do medicamento, pois, a estrutura é a mesma. 



  • Segue um vídeo que mostra em síntese a ação da fosfoetanolamina sintética.




             A história mostra que grandes cientistas e suas ideias foram abandonados pelos orgãos públicos, estaria hoje o cientista que desenvolveu a fosfoetanolamina sendo vítima dessa ausência de políticas que invistam em melhorias para população? Ou será que a ANVISA tem razão em cessar o uso da droga enquanto não existe estudos aprofundados sobre os efeitos colaterais do uso da pílula do câncer?

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